Enquanto parte da comunidade, você pode apoiar a mulher vitima de violência doméstica e contribuir na construção do seu plano de proteção. Nesse sentido, procure identificar pessoas que possam auxiliar neste momento. Sororidade é o primeiro passo para combater a violência de gênero. Sororidade é um conceito social e político vem da palavra latina soror, que significa “irmã”.
Ele significa aliança entre mulheres e defende a identificação das mulheres como semelhantes, prega a solidariedade e o apoio mútuo, estimula a consciência crítica sobre a centralidade masculina, repele a competição gratuita e a autodepreciação feminina. Você pode praticar todos os dias sendo mais generosa – um gesto de cada vez! (MP-BA, 2018).
ATENÇÃO! Veja algumas perguntas que possibilitam a identificação de situação de violência, clicando no passador a seguir.
Se você conhece ou convive com uma mulher em situação de violência, pode ajudar se dispondo a ser testemunha ou informante – seja presencial do episódio criminoso ou simplesmente conhecedor(a) da relação abusiva, do estado emocional da vítima em razão da violência ou das lesões aparentes.
Se você é vítima, mesmo sendo difícil, em razão do medo, da reconciliação, do desconforto emocional, da dor, tente não destruir e/ou apagar provas – deletar mensagens e fotografias, rasgar cartas, excluir relação de chamadas.
Saiba que a sua palavra é muito valorizada pelo sistema de justiça – ninguém melhor do que você pode descrever o drama cotidiano de um relacionamento abusivo e violento. Procure manter a coerência de sua narrativa.
Busque ajuda tão logo o delito tenha ocorrido – se há lesões aparentes, o atendimento imediato facilitará a elaboração do exame de corpo de delito e a lembrança detalhada dos fatos. Lembre-se de fazer o registro de foto ou vídeo das lesões corporais e se não houve exame de corpo de delito direto, o prontuário do centro de saúde, do hospital ou atestado do médico em consultório são registros admissíveis.
Se há ameaça ou perturbação da tranquilidade por meio de ligação telefônica, sms, e-mail, redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Tinder, Periscope e outros) e dispositivos multiplataforma (Whatsapp, Telegram, Viber e outros), imprima ou salve a imagem da tela para posterior impressão contendo as chamadas recebidas e/ou mensagens.
O plano de proteção pode fazer a diferença na prevenção da ocorrência de lesões graves ou até mesmo de morte decorrentes da violência doméstica. Apresentaremos alguns exemplos que podem ser um ponto de partida para um plano de proteção.
Nos casos em que o autor da violência morar na mesma casa que a vítima, recomendamos que sejam desenvolvidas estratégias que visem assegurar a segurança da mulher e demais dependentes, caso esses estejam presentes no mesmo local.
Oriente para que a mulher identifique áreas de segurança na casa, onde não tenha armas, facas ou outros objetos que podem ser utilizados para agressão física, e onde existam saídas rápidas. Se ela se sentir em risco, oriente para que tenha os cuidados de:
Agora que conhecemos algumas orientações para os casos de risco, vamos apresentar orientações para quando for necessário sair de casa, por situação de violência.